
Que tal falar sobre a sede do coletivo e sobre a vila de casa em que ela fica?
A vila de casa com dezenas de casas reunidas, parece com parede, era uma das maneiras com que a especulação imobiliária ocupava o solo urbano da periferia da cidade.
Casas apertadas, sem quintal e sem jardim, de apenas três compartimentos, que reuniam, às vezes, famílias numerosas.
Homens embrigados que passavam o domingo todo ouvindo música brega no último volume.
Televisores altos, casais discutindo, gritaria, barulho de crianças.
No início a vizinhanças estranhou a presença dos anarcopunks. Mas depois o pessoal se acostumou com os cabelos espetados e as roupas rasgadas da galera.
Os vizinhos são pobres e solidários. Às vezes emprestam óleo para fazer refeição, café, etc.
A sede anarcopunk é uma das casas da vila. Pequena como as demais, um aluguel relativamente caro para a militância pequena(50 dólares), possui uma sala de reuniões, em que fica o aparelho de som onde toca hardcore e outros sons afins; um quarto de hospedagem em que ficam os arquivos, a biblioteca, a serigrafia; uma cozinha sem geladeira e um fogão duas bocas.

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