segunda-feira, 3 de setembro de 2007

GRUPO DE ESTUDOS


Carlos chega na reunião do coletivo anarcopunk como sempre atrasado.

- E aí galera, qual é o rolê da vez?

- Estamos discutindo a temática do encontro nacional do final do ano.

- A gente tá lendo um texto sobre a introdução ao anarquismo.

Carlos pergunta: - Tem xerox? quanto é?

A galera responde: -por enquanto não. Vai ser no gogó.

Carlos diz: - vixe! Mô chato.

Não era a primeira vez que o grupo de estudos funcionava daquela maneira precária sem cópias para todos. O caixa do coletivo tinha quase sempre pouca grana, como é de praxe a um coletivo anarquista latino-americano, africano ou do Timor-leste.


A coisa toda só não ficou pior, porque o Mestre usando de sua experiência de professor ficava pontuando a leitura através de esquemas na lousa.


Depois de terminada a interessante discussão, quando o clima de dispersão denunciou que estava ficando tarde e muitos tinham passado o dia todo trabalhando em subempregos. surgiu a questão do que fazer no dia da independência nacional daquele país.


Dênis Pimentinha ponderou que como estava muito em cima da data ficaria difícil fazer alguma ação de protesto consistente, como passar nas escolas públicas de sala em sala, denunciando o patriotismo e o militarismo como estímulos à guerra e a violência entre os povos, no lugar de um espetacular confronto com a polícia.


Já Carlos opinou, por sua vez, que preferia um confronto com a polícia, que achava mais didático e direto do que tá perdendo tempo, propaganda pelo ato e outros papos.


Ficou definido então pra se decidir algo em torno disso na sexta-feira(dois dias depois) quando haveria mais quorum.

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