
Resolvi escrever um romance. Não é a primeira tentativa, já o fiz outras vezes. Desisti por falta de tempo, computador, maturidade, editora, público leitor.
Agora tenho tempo de sobra pois estou desempregado. Não tenho computador, mas há lan houses no meu bairro. Não sou tão maduro quanto deveria ou queria, mas já li tanta coisa...
Posso publicá-lo em algum site de e-books e o público leitor será o público da web.
Vou me apresentar. Sou um polígrafo: escrevo contos, poemas, artigos, resenhas críticas, traduções e agora este romance que lhe apresento.
Pra sobreviver já dei aulas de português de vez em quando. O magistério me desgasta, o caminho solitário da literatura me é mais agradável.
O meu romance precisa ter um enredo, embora toda uma vida dedicada a crítica me conduza naturalmente a fazer metaficção, assim, pretendo na medida do possível insinuar uma história qualquer, com um punhado de personagens mais ou menos interessantes, jogados em cenários decadentes ou vistosos.
Conto com sua colaboração, caro leitor. Não o conheço, mas fazendo um pouco de sociologia da literatura, já devo imaginá-lo branco, classe média, letrado, com poder aquisitivo pra comprar livros.
Deves estranhar a quantidade de papo furado com que esse romance começa sem, no entanto, ir logo ao assunto: a estória propriamente dita.
Esse circunlóquio machadiano a Sterne deve cansar um pouco.

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